AZULEJOZINE

Partindo do tema “Porto obscuro”, começamos a pensar em coisas características da cidade do Porto mas que tivessem um lado desconhecido… O azulejo é algo bastante tradicional; decora os principais edifícios públicos e também é encontrado na maioria das fachadas das casas portuguesas. Mas por trás do tradicional também existe o incomum, uma história não-oficial da cidade, que são as reformas e as adaptações nos edifícios caídos, que por vezes são necessárias e nem sempre são concluídas. Assim, é possível encontrar por toda a cidade remendos ou retalho de azulejos, que por vezes passam desapercebido às nossas vistas.

O objetivo desse trabalho foi o de investigar os porquês dessas ocorrências. A metodologia adotada para conseguir essas respostas foi inspirada no trabalho do designer brasileiro Gustavo Piqueira, um dos responsáveis pela REX Design, em seu livro “São Paulo, Cidade Limpa”. O livro discorre sobre a recente normatização da comunicação visual da cidade de São Paulo, que, entre outras medidas, reduzia o tamanho máximo para placas indicadoras de estabelecimentos comerciais e obrigando os donos trocarem as placas. Os mais desavisados ou com menos recursos financeiros para fazê-lo propuseram as mais curiosas soluções. O trabalho de Piqueira foi o de perguntar a essas pessoas qual era o raciocínio e de elaborar um livro com todos esses casos.

Capas: tornamos do encarte um azulejo e as capas foram
impressas em cores típicas da paleta de azulejos.

Detalhe da capa.

Assim, saímos às ruas para encontrar remendos de fachadas e obtivemos um extenso registro fotográfico. Depois da seleção dos casos mais interessantes, voltamos aos sítios para conversar com os moradores e tentar obter as razões de terem optado por restaurar a fachada daquela maneira.

As respostas são muito curiosas e inusitadas. Conseguimos descobrir o por quê? De maneira alguma. Mas divertimo-nos em expecular sobre as possibilidades e conhecer estas pessoas que constituem um retrato dos mais fiéis da população portuense.

A fanzine foi impressa em um baixo número de exemplares e foi distribuída no bar da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

Além da fanzine, esse trabalho também geroum um blog, chamado Azulejozine. Neste blog se pretende postar conteúdos não publicados pela fanzine e manter um diálogo com outros apreciadores de curiosidades do azulejo, com a finalidade de fomentar o trabalho para continuar se desenvolvendo. Em breve o PDF da fanzine será disponibilizado, para que pessoas interessadas possam imprimir e montar o fanzine para dar continuidade a distribuição.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s